Rastreador de intervalos de serviço da frota: próximo serviço, peças e custos
Construa um rastreador de intervalos de serviço para registrar veículos, serviços, peças e custos, e avisar sua equipe antes da próxima data ou quilometragem.

Por que as frotas perdem serviços e como um rastreador corrige isso
O serviço deixa de acontecer quando a “verdade” está espalhada entre registros em papel, um quadro branco, o caderno da oficina e algumas planilhas que só uma pessoa sabe atualizar. Um caminhão volta atrasado, alguém esquece de lançar a quilometragem e a próxima troca de óleo passa despercebida.
O custo raramente é só um serviço atrasado. A manutenção perdida vira tempo fora de operação quando uma unidade quebra num dia movimentado, pedidos de peças feitos às pressas que custam mais, e problemas repetidos porque as últimas notas do reparo estavam incompletas. Mesmo quando a solução é simples, a interrupção não é.
“Próximo serviço” também é mais complicado do que parece. Muitas frotas acompanham mais de um relógio: tempo no calendário (a cada 90 dias), quilometragem (a cada 10.000 milhas) e horas de motor (a cada 250 horas). Rastrear só um significa estar errado para parte da frota. Rastrear os três manualmente faz as pessoas perderem confiança nos números.
Um bom rastreador de intervalos de serviço faz quatro coisas:
- Registra cada evento de serviço com data, quilometragem, horas de motor, peças usadas e custo de mão de obra
- Armazena regras de serviço por unidade ou tipo de equipamento (tempo, milhas, horas ou uma combinação)
- Calcula o próximo serviço e sinaliza unidades que estão a vencer em breve com base em um limite claro
- Lembra as pessoas certas de uma maneira que se encaixe na rotina semanal
O que acompanhar: veículos, intervalos, peças e custos
Um rastreador só funciona se o básico for consistente. Trate cada veículo (ou equipamento) como uma “unidade” com um registro claro. Dê a ela um ID de unidade que nunca mude e depois adicione identificadores que as pessoas realmente buscam, como placa ou VIN.
Capture contexto suficiente para evitar confusões quando o mesmo modelo estiver em locais diferentes. A localização é importante (pátio, filial, canteiro de obras). Um motorista ou equipe atribuída ajuda quando você precisa de uma atualização rápida do odômetro ou de uma resposta para “isso foi feito?”.
Dados do veículo e uso
O tempo de serviço depende do uso, então decida se cada unidade será rastreada por milhas/quilômetros, horas de motor ou ambos. Depois, defina como as leituras serão atualizadas. Se as leituras só mudam quando uma ordem de serviço é aberta, o próximo serviço vai se distanciar.
Mantenha esses campos simples e obrigatórios:
- ID da unidade e placa/VIN
- Localização e status atual (ativo, na oficina, fora de serviço)
- Última leitura do odômetro ou horas do motor
- Data da leitura (quando foi confirmada)
- Motorista ou responsável atribuído
Detalhes de serviço, peças e custos
Defina tipos de serviço em linguagem simples que as pessoas reconheçam: troca de óleo, inspeção de segurança, serviço de freios, rodízio de pneus, checagem anual DOT e trabalhos semelhantes. Cada registro de serviço concluído deve mostrar o que foi feito, quais peças foram usadas e quanto custou.
Para peças, registre o nome ou número da peça, quantidade e fornecedor para identificar falhas repetidas e evitar erros de pedido. Para custos, separe mão de obra de peças e inclua taxas e impostos. Uma nota curta ajuda mais do que se espera. Nome da oficina, técnico e uma linha sobre o que foi encontrado e consertado transformam números brutos em algo em que você confia.
Como os intervalos de serviço e as janelas de aviso funcionam
Um intervalo de serviço é uma regra que diz quando a manutenção deve acontecer novamente. A maioria das frotas precisa de dois relógios: um baseado em uso (milhas ou horas) e outro baseado em tempo (dias). Um bom rastreador suporta qualquer uma das regras, ou ambas ao mesmo tempo.
Intervalos de serviço: milhas, dias ou ambos
Para cada tipo de serviço, defina o intervalo do jeito que você diria em voz alta: “a cada 5.000 milhas”, “a cada 90 dias” ou “a cada 5.000 milhas ou 90 dias, o que ocorrer primeiro.” Essa última opção é importante porque um veículo pode ficar parado por semanas e ainda precisar de um serviço baseado em tempo.
Ativos diferentes muitas vezes precisam de cronogramas distintos. Um sedã, um caminhão baú e um empilhador podem ter “serviço rotineiro”, mas os gatilhos não são os mesmos. Mantenha a lógica consistente e varie os números por classe de veículo para que seus relatórios continuem comparáveis.
Janelas de aviso: sua margem para planejar
Uma janela de aviso é o período que dá um alerta antecipado para você planejar o trabalho antes de atrasar. Defina-a nas mesmas unidades do seu intervalo, por exemplo:
- 500 milhas antes do vencimento (para serviços baseados em quilometragem)
- 14 dias antes do vencimento (para serviços baseados em tempo)
- Qualquer uma das condições dispara o aviso (quando os dois são usados)
Isso transforma um prazo rígido numa janela viável, de modo que você possa agrupar pedidos de peças e reservar tempo na oficina.
Uma decisão determina a confiança: o que acontece após um serviço perdido. Normalmente você escolhe uma de duas regras.
- Agendar o próximo serviço a partir da data/odômetro do último serviço concluído (comum para manutenção preventiva)
- Agendar o próximo serviço a partir da data originalmente prevista (comum quando as datas de conformidade importam)
Escolha uma por tipo de serviço, registre e aplique sempre do mesmo jeito.
Um modelo de dados simples que você pode construir num rastreador
Um rastreador funciona melhor quando o modelo de dados é monótono e consistente. Você quer algumas tabelas claras que se conectem bem, de modo que cada registro de serviço responda a três perguntas: qual unidade foi atendida, o que foi feito e quanto custou.
Comece com esses blocos principais:
- Veículos: uma linha por unidade. Armazene número da unidade, VIN/serial, marca/modelo/ano e um status simples como Ativo, Vendido ou Fora de Serviço.
- Modelos de serviço: seus trabalhos padrão (troca de óleo, inspeção de freios, checagem DOT). Cada modelo carrega seu intervalo padrão (milhas, horas de motor, dias ou uma mistura) e quaisquer notas de checklist padrão.
- Eventos de serviço: o trabalho real realizado. Capture data do serviço, odômetro/horas do motor no atendimento, qual modelo foi usado (se houver), quem realizou (oficina ou técnico) e notas curtas.
- Itens de peça: uma linha por peça usada, vinculada a um evento de serviço. Armazene nome/SKU, quantidade, custo unitário e se é estoque ou compra.
- Custos: custo de mão de obra, taxas da oficina, imposto e total. Você pode manter esses como entradas separadas ou como campos no evento de serviço, desde que seja consistente.
Adicione campos de papelada só se você realmente os usar (número da fatura, data de término da garantia, anexos ou uma flag simples pendente/aprovado).
Calculando o próximo serviço: regras que permanecem precisas
Um rastreador só funciona se o próximo serviço continuar correto mesmo quando as leituras mudam. A regra mais confiável é simples:
Próximo serviço = leitura do último serviço concluído + intervalo
Isso significa que o último registro de serviço concluído é a fonte de verdade, não um palpite baseado no que você acha que deveria ter acontecido.
A maioria das frotas calcula a partir de pelo menos um medidor (quilometragem do odômetro ou horas do motor) e frequentemente também por data, porque alguns veículos acumulam tempo sem muitas milhas.
Regras de cálculo a usar
Mantenha a lógica consistente:
- Próximo serviço por medidor: última_quilometragem_serviço (ou horas) + intervalo_quilometragem (ou horas)
- Próxima data de serviço (se usada): data_último_serviço + intervalo_dias
- Janela de aviso: escolha um método (dentro de 10% do intervalo, dentro de 500 milhas ou dentro de 14 dias) e use-o em toda a frota
Então calcule um status que qualquer um entenda: OK, a vencer em breve, ou em atraso.
Exemplo: a última troca de óleo de uma van foi aos 42.000 milhas e o intervalo é de 5.000. O próximo serviço é aos 47.000. Se o odômetro atual estiver em 46.600, está a vencer em breve. Se estiver em 47.200, está em atraso.
A precisão depende de leituras recentes. Armazene as últimas milhas/horas conhecidas por unidade e atualize numa rotina (semanalmente, no abastecimento ou via check-ins do motorista). Se alguém digitar uma leitura errada, os alertas se desalinham rápido.
Um histórico de auditoria também protege a confiança. Registre quem atualizou uma leitura, quando mudou e qual era o valor antigo.
Passo a passo: configurar e rodar toda semana
Um rastreador funciona quando as mesmas ações acontecem na mesma ordem. Um ritmo semanal mantém os dados limpos e torna os alertas de a vencer em breve críveis.
Configure uma vez
Crie registros principais e depois reutilize-os toda vez:
- Adicione cada veículo (ID da unidade, tipo, quilometragem ou horas atuais, localização base, responsável)
- Crie modelos de serviço e atribua os adequados a cada veículo
- Decida quem insere leituras (motorista, despacho ou técnico) e quando (fim do turno, abastecimento, segunda de manhã)
- Defina uma regra simples de aprovação de custos, se precisar (por exemplo, aprovação quando peças mais mão de obra excederem $500)
Depois disso, cada evento de serviço deve seguir o mesmo padrão: abra a ordem de serviço, registre leituras, adicione tempo de mão de obra, adicione peças usadas e então feche.
Rode semanalmente
Escolha um dia e hora e trate como folha de pagamento. Acontece mesmo quando estão ocupados.
Primeiro, colete leituras. Motoristas podem enviar fotos do odômetro, despacho confirmar pela telemática ou técnicos capturar durante inspeções. Depois, revise a lista de a vencer em breve e crie ordens de serviço para tudo que vencerá antes do próximo ciclo de planejamento.
Quando o trabalho for feito, feche a ordem de serviço imediatamente. Adicione peças e quantidades e então lance o custo final. Se suas regras exigirem, envie o custo para aprovação antes de fechar.
Se faltarem dados, use um fallback claro: mantenha a última leitura conhecida, estime com base na média semanal de milhas e marque o registro como precisa de leitura. Não chute silenciosamente e marque como confirmado.
Alertas que as pessoas realmente atendem
Alertas funcionam quando chegam à pessoa certa na hora certa. Na manutenção de frotas, isso normalmente significa alertas diferentes por função: o líder de manutenção (para planejar e atribuir trabalho), o gerente de operações (para proteger a disponibilidade), o motorista (para levar a unidade) e, às vezes, um contato de fornecedor (quando for necessário serviço externo).
Torne os gatilhos específicos e ligados a uma decisão clara. A vencer em breve e em atraso são o básico. Mais dois gatilhos que evitam surpresas no orçamento: serviços de custo incomum (peças ou mão de obra acima de um valor) e reparos repetidos (mesmo problema registrado várias vezes num curto período).
Escolha canais que sua equipe já consulta. Email funciona para registros. SMS é difícil de ignorar. Telegram funciona bem para oficinas que vivem no chat.
Evite fadiga de alertas reduzindo o ruído e adicionando regras simples de escalonamento. Uma abordagem prática:
- Resumo semanal das unidades a vencer nos próximos 14 dias para manutenção e operações
- Mensagem diária para itens que vencem dentro de 3 dias para o responsável pela manutenção
- Alertas imediatos apenas para em atraso, custo alto ou reparos repetidos
- Escalonar para operações se uma unidade ficar em atraso por 48 horas
- Parar alertas automaticamente uma vez que o serviço esteja agendado ou concluído
Todo alerta deve responder “o que é, por que agora, qual o próximo passo” sem cliques extras. Inclua ID da unidade e localização, motivo do vencimento (data, quilometragem, horas), resumo do último serviço e o responsável nomeado.
Relatórios: uso de peças e custos de manutenção confiáveis
Um rastreador só é útil quanto os números em que as pessoas acreditam. Se os custos parecerem aleatórios, as equipes param de verificar. A solução é direta: defina o que conta como evento de serviço, registre peças da mesma forma sempre e separe estimativas de valores reais.
Duas visões de custo respondem a maioria das perguntas rapidamente: custo por veículo por mês e custo por milha (ou por hora de motor). O custo mensal mostra o desvio do orçamento. O custo por milha/hora mostra quais unidades são realmente caras, mesmo que passem menos tempo na oficina.
Mantenha um conjunto curto de relatórios que você possa rodar semanal e mensalmente:
- Serviços próximos (próximos 14–30 dias ou próximos 500–1.000 milhas/horas)
- Lista de em atraso (por severidade e dias em atraso)
- Resumo de custos por veículo (mês, trimestre, ano)
- Custo por tipo de serviço (troca de óleo, freios, pneus, inspeções)
- Resumo de uso de peças (principais peças por contagem e por gasto)
Uma vez com o uso de peças, procure padrões repetidos: mesmo jogo de pastilhas a cada 6 semanas, um filtro substituído em toda visita, ou trabalhos de diagnóstico que voltam sempre. São sinais fortes de desperdício, necessidade de treinamento ou um problema mecânico real.
Para comparar oficina interna versus externa, registre mão de obra como horas e taxa (mesmo para sua própria equipe). Caso contrário, uma unidade com gasto baixo de fatura mas alta de mão de obra interna pode parecer mais barata do que realmente é.
Por fim, mantenha notas curtas, mas específicas. Uma frase basta: “rota empoeirada, filtro entupido”, “motorista relata freadas bruscas” ou “danos repetidos em pneus no Canteiro A”. Essas notas explicam os números e ajudam a evitar reincidências.
Cenário exemplo: uma pequena frota com planejamento semanal de manutenção
Uma empresa local de serviços roda 25 vans em dois locais: 14 no Pátio Norte e 11 no Pátio Sul. Algumas vans fazem rotas longas na estrada (1.200 milhas por semana). Outras fazem trabalhos curtos e com muitas paradas (250 milhas por semana). Antes do rastreador, a manutenção acontecia quando um motorista reclamava ou um adesivo era notado.
Na segunda de manhã, o responsável operacional abre a visão semanal de manutenção. O rastreador verifica cada van em relação às suas regras de intervalo (milhas e dias) e a uma janela de aviso de 10% do intervalo ou 14 dias, o que ocorrer primeiro. Nesta semana ele sinaliza três vans como a vencer em breve e uma como em atraso. Duas das vans a vencer são de alta quilometragem e cruzarão o limite até quinta. A van em atraso é de baixa quilometragem que atingiu o limite por tempo.
Eles abrem a Van 12 (em atraso) e registram uma troca de óleo. O registro inclui peças e mão de obra: 6 litros de óleo, um filtro de óleo e 0,8 horas de mão de obra. Assim que o serviço é salvo, o rastreador atualiza a próxima data e a próxima quilometragem com base na regra de intervalo dessa van.
O plano semanal permanece simples:
- Confirmar a lista de a vencer em breve e de em atraso
- Reservar vagas na oficina para cada unidade
- Verificar peças necessárias e fazer pedidos com antecedência
- Atribuir veículo reserva se uma van ficar parada
- Rever custos da semana passada e problemas repetidos
Após um mês, o objetivo fica claro: menos surpresas na estrada, menos corridas de última hora por peças e gastos que fazem sentido porque peças e mão de obra são registradas junto ao histórico de serviço.
Erros comuns que quebram o rastreamento de intervalos de serviço
A maioria dos sistemas falha pelo mesmo motivo: as pessoas param de confiar no próximo serviço. Quando isso acontece, todo mundo volta para bilhetes e memória.
A maior armadilha são leituras desatualizadas. Se quilometragem ou horas do motor são atualizadas apenas quando um serviço ocorre, o rastreador está sempre atrasado. Faça das leituras uma rotina, não uma exceção.
Outro problema comum é misturar trabalho planejado com reparos surpresa. Trabalhos preventivos (como serviços a cada 5.000 milhas) precisam de modelos limpos e nomes consistentes. Correções pontuais (como “substituir retrovisor após incidente”) devem ser rotuladas claramente como corretivas. Se você misturá-las, os relatórios ficam bagunçados e a lógica dos intervalos se distorce.
Os custos também viram um problema quando os dados de peças são incompletos. Uma linha “pastilhas de freio” sem quantidade, custo unitário e fornecedor transforma o controle de custos em suposição.
Cinco pontos de falha a observar:
- Leituras atualizadas irregularmente e depois tratadas como precisas
- Modelos preventivos e reparos pontuais gravados da mesma forma
- Peças registradas sem quantidade, fornecedor ou preço real pago
- Janela de aviso muito curta (impede planejamento) ou muito larga (cria ruído)
- Alertas sem dono claro, fazendo itens em atraso se acumularem
Um cheque de realidade: se a lista de a vencer em breve incluir 40% da frota todo dia, as pessoas vão ignorá-la. Se só avisar 24 horas antes, você não consegue pedir peças ou agendar a oficina. Escolha uma janela que combine com a forma como sua oficina realmente planeja.
A responsabilidade também importa. Um papel deve revisar alertas, abrir ordens de serviço e fechar o ciclo. Sem isso, até um sistema perfeito vira uma lista silenciosa de itens em atraso.
Lista rápida antes de implantar
Antes de confiar num rastreador para planejamento, faça uma checagem de qualidade. A maioria das implantações falha porque o básico é inconsistente, não porque a matemática é difícil.
Dados básicos (faça isso certo primeiro)
- Todo veículo tem um ID único e um status simples (ativo, reserva, vendido, fora de serviço)
- Cada veículo ativo tem pelo menos um modelo de serviço atribuído (troca de óleo, inspeção de segurança, checagem DOT)
- Leituras de medidores (miles, horas ou ambos) são atualizadas em uma cadência definida: diária, semanal ou por viagem
Quando isso estiver consistente, o próximo serviço para de pular.
Agendamento e responsabilidade
- Defina uma janela de aviso (como 10 dias ou 500 milhas) e teste em 3–5 unidades
- Envie alertas para pessoas nomeadas (não uma caixa compartilhada) e inclua a próxima ação
- Ao fechar um serviço, exija peças e custos para que os relatórios permaneçam confiáveis
Próximos passos: construa o rastreador e torne parte da rotina
Comece pequeno para que realmente seja usado. Escolha 5 a 10 veículos e apenas alguns serviços que você já faz repetidamente (troca de óleo, rodízio de pneus, inspeção anual). Quando o básico funcionar, adicione mais unidades e mais intervalos.
Decida como os dados de serviço entrarão no sistema antes de construir qualquer coisa. Se os técnicos ficam o dia todo no pátio, um formulário móvel rápido é o mais importante. Se o escritório fecha ordens de serviço e lança faturas, uma tela de desktop será suficiente. Muitas frotas precisam de ambos, mas mantenha a primeira versão simples.
Defina permissões cedo para que os dados não fiquem bagunçados. Seja explícito sobre quem pode editar veículos e leituras, quem pode registrar peças e mão de obra, quem pode fechar um serviço como concluído, quem pode aprovar custos e quem pode alterar regras de intervalo e janelas de aviso.
Se você quiser construir um rastreador interno em vez de costurar planilhas, AppMaster (appmaster.io) é uma opção. Ele permite criar um banco de dados real para veículos, serviços e peças, adicionar regras de negócio para aprovações e mudanças de status, e enviar alertas de próximo serviço pelos canais que sua equipe já usa.
FAQ
A maioria das frotas perde serviços porque a informação fica espalhada entre notas em papel, quadros brancos e planilhas que não estão sincronizadas. Um rastreador corrige isso mantendo uma única fonte de verdade para cada unidade e calculando o “próximo serviço” automaticamente a partir do último serviço concluído, para que nada dependa da memória.
Comece pelo básico: um ID permanente da unidade, um identificador pesquisável como placa ou VIN, e um status claro como ativo ou fora de serviço. Adicione o odômetro ou as horas do motor mais recentes e a data em que essa leitura foi confirmada — porque o “próximo serviço” só é tão preciso quanto a leitura mais recente.
Use “o que ocorrer primeiro” quando o serviço deva acontecer por tempo ou uso, por exemplo, a cada 5.000 milhas ou a cada 90 dias. Isso evita que veículos de baixa quilometragem fiquem com serviços em atraso por causa do tempo e que veículos de alta quilometragem ultrapassem os limites de uso.
Um bom padrão é uma janela de aviso que combine com o quão adiantado você consegue planejar, por exemplo 500 milhas ou 14 dias. Se sua oficina agenda com uma semana de antecedência e as peças demoram alguns dias, uma janela que só avisa 24 horas antes falhará mesmo que a matemática esteja correta.
Calcule sempre a partir do último registro de serviço concluído, não a partir de quando você acha que deveria ter acontecido. Isso mantém o sistema consistente e transforma o histórico de serviços na fonte de verdade, especialmente quando leituras são atualizadas tardiamente ou a unidade volta inesperadamente.
Transforme as leituras em rotina e vincule-as a algo que já acontece, como checagens semanais, abastecimento, fim do turno ou inspeções. Também armazene a data da leitura, assim todos podem ver se o número é recente ou está desatualizado antes de confiar nos alertas de a vencer em breve ou em atraso.
Registre as peças com detalhes suficientes para evitar pedidos repetidos errados: nome ou SKU da peça, quantidade, fornecedor e custo unitário. Nos custos, mantenha mão de obra separada das peças e lance os valores finais quando o serviço for fechado, assim você poderá confiar no custo por veículo e no custo por milha mais tarde.
Dê um dono para cada alerta e indique a próxima ação, então pare os avisos assim que o serviço for agendado ou concluído. Um padrão comum é: resumo semanal para planejamento, lembretes diários para itens próximos do vencimento e alertas imediatos apenas para trabalhos em atraso ou de custo incomum, assim as pessoas não desligam as notificações.
Mantenha manutenção preventiva e reparos pontuais claramente separados, mesmo que ocorram no mesmo dia. Se consertos corretivos forem registrados sob os mesmos modelos de serviço programado, os intervalos se distorcem e os relatórios ficam confusos — essa é uma das maneiras mais rápidas de perder confiança no rastreador.
Se você quer mais do que planilhas, construa como um aplicativo simples com um banco de dados real, modelos de serviço e regras para próximo serviço, aprovações e mudanças de status. Uma plataforma no-code como AppMaster (appmaster.io) pode ajudar a criar essas telas e fluxos rapidamente, e depois ajustar a lógica conforme a frota cresce sem reescrever tudo.


